Circularidade em foco: como a Lightera está transformando o uso de plásticos em suas embalagens
Circularidade em foco: como a Lightera está transformando o uso de plásticos em suas embalagens
A circularidade faz parte da forma como a Lightera pensa e desenvolve suas embalagens. Há muitos anos, a empresa prioriza materiais como madeira e papelão para carretéis e caixas, buscando unir eficiência logística, desempenho e uso mais consciente dos recursos.
Em algumas aplicações, porém, o plástico continua sendo a melhor opção por suas características técnicas, como leveza, resistência e transparência, fundamentais para proteger os produtos, facilitar o transporte e garantir uma boa apresentação.
Nesses casos, a Lightera vem ampliando o uso de plástico reciclado. Esse material pode ter origem em resíduos do próprio processo produtivo (PIR – reciclado pós-industrial) ou em materiais recuperados após o consumo (PCR – reciclado pós-consumo).
Uma trajetória de mais de 15 anos
Um dos marcos dessa jornada aconteceu há cerca de 15 anos, durante o desenvolvimento dos tubetes utilizados nas caixas Fastbox, em atendimento aos critérios do Rótulo Ecológico da ABNT.
O projeto reuniu cooperativas de reciclagem, fornecedores de resinas plásticas e fabricantes de embalagens. Ao longo do processo, foram realizados diversos testes para garantir que a incorporação de material reciclado mantivesse características essenciais, como resistência mecânica, estabilidade dimensional e qualidade do produto.
Hoje, a Lightera oferece duas versões de tubetes para cabos das categorias 5e e 6: uma produzida com 100% de material reciclado pós-industrial (PIR) e outra com composição de 76% de PCR, 9% de PIR e apenas 15% de resina virgem.
Além disso, os carretéis e suportes plásticos utilizados em alguns cabos da categoria 6 já são fabricados com 100% de plástico reciclado.
Inovação para o varejo
Nas embalagens flexíveis de patch cords e conectores, o desafio foi diferente. Alternativas em papel apresentaram limitações, como maior facilidade para sujar e dificuldade para visualizar o produto na embalagem, um fator importante no ambiente de varejo.
Como solução, a Lightera desenvolveu uma embalagem plástica com 70% de conteúdo reciclado pós-consumo (PCR). A tecnologia já está presente em parte do portfólio e a expectativa é ampliar sua aplicação gradualmente para outras linhas até 2027.
Pequenas variações de cor ou a presença de partículas podem ocorrer nessas embalagens. Essas características são naturais dos materiais reciclados e não afetam sua qualidade, resistência ou desempenho.
Preparando-se para o futuro
O uso de plástico reciclado reduz a necessidade de matérias-primas de origem fóssil e contribui para dar um novo destino aos resíduos. Além disso, o plástico reciclado pós-consumo (PCR) costuma apresentar uma pegada de carbono menor do que a do plástico virgem.
Essa estratégia também acompanha a evolução da legislação brasileira. O Decreto nº 12.688/2025 estabelece metas progressivas para recuperação de resíduos e incorporação de conteúdo reciclado até 2040, incluindo a exigência de 22% de PCR já em 2026.
Ao utilizar entre 70% e 100% de conteúdo reciclado em diferentes embalagens, a Lightera já supera essas metas em diversos produtos, reforçando seu compromisso com a inovação, a economia circular e a redução dos impactos ambientais.
A empresa segue evoluindo continuamente na gestão de suas embalagens, equilibrando desempenho técnico, necessidades do mercado e sustentabilidade, sempre com foco na melhoria contínua.